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21.11.10

Cozinha Artesanal Senza Parole IV - Folhado de maçã com chantilly - Chef Du Sedelmaier

François Vatel foi um célebre chef francês. Nascido em 1631 em Paris, no seio de uma família humilde, original de Zurique, o seu nome era Fritz-Karl Watel, profissionalmente adotou o nome francês François Vatel. Aos 15 anos começou a aprendizagem de confeiteiro com Jehan Heverard. Chegou à corte aos 22 anos, admitido como auxiliar do cozinheiro de Nicolas Fouquet, Superintendente do Tesouro da França e homem mais rico nessa época. Talentoso, ativo, organizado e extremamente ambicioso, Vatel em pouco tempo tomou o lugar de maître d'hôtel do Château de Vaux-le-Vicomte - um ofício cujas obrigações englobavam o controle das cozinhas, das compras dos alimentos, de todos os utensílios, como louças, talheres, peças de ouro e prata, luminárias e o trato com fornecedores.
Em 1661 Vatel organizou uma festa de grande esplendor para inaugurar o fim dos trabalhos no Château de Vaux-le-Vicomte e recebeu uma pequena multidão de 600 convidados da corte, a rainha mãe, Ana de Áustria e Luis XIV, le Roi Soleil. Nos espectáculos utilizou as mais avançadas técnicas da época, com representações de peças de teatro, entre as quais Les Fâcheux (Os Importunos), o primeiro comédia-ballet de Molière, com música de Lully, e fogos de artifício. Para o banquete Vatel criou um creme de nata batida, doce e perfumada com baunilha.
François Vatel voltou para a França dois anos depois e foi trabalhar como extraordinário "Mestre dos Prazeres e das Festividades" para Louis II de Bourbon, o Grande Condé, no Château de Chantilly e lá, Vatel batizou o seu creme com o nome do lugar.
Em 1671, a França está prestes a enviar suas tropas contra a Holanda, e o príncipe de Condé via na guerra um modo de recuperar suas finanças e seu prestígio - ele pretendia comandar o exército francês. O Grande Condé encarrega então Vatel da maior tarefa de sua vida: promover três dias e três noites de festividades no castelo de Chantilly - serão convidados a passar um fim de semana de caça o rei Luís XIV e toda a nobreza com 3.000 pessoas.
Em 21 abril 1671 desfrutaram, com muita pompa e suntuosidade, os espetáculos organizados por Vatel. Tudo correu muito bem até que, no jantar da ultima noite, não havia assados para todas as mesas. Estressado pelo erro de calculo, Vatel passou a noite em claro, esperando os peixes para o dia seguinte, a Sexta-Feira Santa. Ao perceber que a encomenda não seria entregue, Vatel suicidou-se em virtude do atraso do peixe, que ameaçou o sucesso de um dos jantares oferecidos a sua Majestade.
Sua morte foi tratada como uma tragédia nacional, principalmente depois que se soube que o peixe havia chegado e tudo não passava de um mal-entendido. O rei e a corte admiraram a sua atitude e continuaram os banquetes.
Folhado de maçã com chantilly
3 kg de massa folha da Arosa
250 ml de vinho do porto
50 g de panela em pau
1 kg de açúcar refinado
100 g de canela em pó
40 ml de essência de baunilha
1 l de creme de leite fresco
3 kg de maçã gala
500 g de limão
Preparo: Descasque, corte em cubos grandes e cozinhe as maçãs com açúcar, suco de limão, canela em pau e vinho de porto. Deixe esfriar. Abra a massa e coloque as maçãs por cima. Leve ao forno em assadeiras antiaderentes. Bata o creme com açúcar e baunilha até obter o chantilly. Polvilhe açúcar e canela em pó sobre os folhados. Sirva ainda quentes com chantilly.

A receita de folhado de maçã com chantilly foi apresentada pelo Chef Du Sedelmaier no III Salão Internacional do Artesanato para o projeto Cozinha Artesanal Senza Parole.

19.11.10

Cozinha Artesanal Senza Parole III: Creme de Aspargos com Weissbier e Flocos de Bacon - Chef Du Sedelmaier

 Creme de Aspargos com Weissbier e Flocos de Bacon
 Ingredientes:
 
500ml de cerveja de trigo
150g de alho poró
150g de cebola
300g de aspargos verdes congelados
300g de aspargos brancos em conserva
200g de manteiga
150g de farinha de trigo
 250g de bacon fatiado
 2 tabletes de caldo de galinha
200g de creme de leite fresco
 Preparo:
Forre uma assadeira com o bacon fatiado e leve ao forno por sete minutos, até dourar. Escorra a gordura e reserve o bacon. Limpe bem e corte o alho poró e a cebola em julienne.
Aqueça a manteiga e doure a cebola e o alho poró, junte a farinha de trigo e faça um roux claro. Acrescente os aspargos verdes cortados em pedaços grandes, refogue um pouco e acrescente a cerveja.
 Deixe ferver até engrossar. Acrescente os aspargos brancos cortados e o creme de leite. Pique o bacon com a faca e coloque por cima do creme ao servir. Pode ser acompanhado de pão preto ou torradas.
A receita de creme de aspargos com weissbier e flocos de bacon foi apresentada pelo Chef Du Sedelmaier no III Salão Internacional do Artesanato para o projeto Cozinha Artesanal Senza Parole.

10.9.10

Temporada de boa comida em Sampa – Parte I

Depois de algumas semanas sem aparecer no blog estou de volta com algumas novidades trazidas da minha última viagem à São Paulo. A Cidade é de enlouquecer qualquer esfomeado, principalmente aqueles que salivam por coisas que nunca provaram. A curiosidade de novas sensações aguça ainda mais o paladar.

Bem, a viagem começou cansativa ainda mais com o trânsito pesado logo na chegada. Minha namorada Clarice e eu nos hospedamos na casa de sua irmã cantora Ligiana e decidimos jantar bem logo na primeira noite. Fomos ao famoso Jardim di Napoli em Higienópolis e pedi o Polpettone. Claro, é o carro chefe da casa que funciona desde 1949, o prato é criação do próprio restaurante. Simplesmente divino, ponto de cocção exato, suculento, o queijo derretido fazendo um fio e o molho de tomate perfeitamente simples como deve ser. Imperdível.

Sempre fui a Sampa sem muito tempo ou roteiro definido, mas dessa vez queria conhecer melhor os arredores do centro e principalmente a Liberdade. Passamos dois dias batendo perna, entrando em lojinhas lotadas de gente, pois domingo é dia de “feirinha” e o bairro fica lotado. Infelizmente a baixa gastronomia não é mais a mesma, comer na feirinha não vale muito a pena, os preços são quase iguais ao dos restaurantes e a fila é de matar. Melhor comer num lugar modesto, mas com lugar para sentar. No primeiro dia fomos ao Sendai e pedimos o Teishoku, prato japonês como um menu degustação que tem de tudo um pouco. Qualidade e preço compatíveis aos bons japoneses de Brasília.

Outra experiência japonesa foi o restaurante Hideki em Pinheiros. Comemos o Shabu Shabu, Similar ao Sukiaki, ambos são cozidos na mesa do cliente. Fácil de preparar e divertido de comer o prato é basicamente um caldo bem quente servido com vários legumes, verduras, cogumelos e carne fatiada (mais fina do que para sukiaki) crus à parte. Cada comensal pega o que preferir e cozinha no caldo chamado Dashi. Todo charme está nos molhos que são servidos em potinhos, é uma espécie de fondue japonês. O restaurante com decoração típica é realmente muito bom. Fico imaginando o tanto de japa suando na clandestinidade das cozinhas. O cardápio é enorme, vários tipos de peixe filetados com 15mm, não resisti e pedi o rodízio. E dizem que eles conseguem peixes diferentes porque é um lugar “mafioso”. Ótimo, pena que não estava num dia tão inspirado e repeti poucas vezes.

Bem, como foram muitos dias e vários lugares e pratos que vou dividir essa saga em duas partes. Para não ficar com tanta água na boca segue uma receitinha. Meshiagate Kudasai! Ou seja, "bom proveito"!

Shabu Shabu

40g de alga kombu
1 acelga, cortada em pedaços grandes
1 maço de cebolinha, fatiado na diagonal
1 maço de espinafre desfolhado
1 pacotinho de broto de feijão
1 pacote de macarrão para udon pré cozido
1 tofu, cortado em cubos
2 canelas de alho-poró cortadas na diagonal
400g de shimeji ou shitake
4 cenouras cortadas em rodelas
650g de contra-filé fatiado tipo carpacio

Preparo:
Encha uma panela com água e hidrate a alga por vinte minutos, depois leve ao fogo e deixe cozinhar por dois minutos. Retire a alga e reserve. Arrume os outros ingredientes num prato grande e prepare o fogareiro com o caldo da alga (dashi). Cozinhe aos poucos o que desejar e passe no molho de gergelim. No final use o restante do caldo para comer o arroz japonês (gohan).
Existem vários tipos de molho que podem servir com o prato, vamos passar dois deles o sesame e o Ponzu.

Molho Sesame
50g de gergelim branco
25g de gergelin torrado
20ml de sakê mirin
5g de açúcar
10 ml de vinagre de arroz
30ml de molho de soja
2 dentes de alho picadinhos
100ml do caldo da alga (dashi)
Preparo:
Moa grosseiramente as sementes de gergelim e adicione o mirin aos poucos mexendo sempre. Junte o açúcar, o vinagre, o molho de soja, e o alho. Deixe mais líquido adicionando o dashi, sem parar de mexer.

Molho Ponzu
10ml de vinagre
20 ml de suco de limão
40ml de molho de soja
170ml de dashi
Misture os ingredientes num bowl e mexa bem.

7.9.10

Vento Sul: Kassler com pure de ervilhas e repolho roxo com banana

 Kassler com pure de ervilhas e repolho roxo com banana
5 kg de kassler
2,5 kg de ervilha seca
1 kg de bacon magro
1 kg de cebola
250g de alho
2 kg de banana da terra
5 repolhos roxos grandes
400g de manteiga

Preparo:
Cozinhar o kassler por cerca de dez minutos e separar. Refogar o repolho roxo, o alho, a cebola e manteiga, acrescentar água e deixar cozinhar por cerca de sete minutos. Acrescentar a banana cortada em rodelas, a pimenta, o sal e refogar mais por mais três minutos.
Cozinhar a ervilha lavada na pressão por 20 minutos. Dourar o bacon, a cebola e o alho numa panela grande. Acrescente a ervilha e cozinhe por mais 10 minutos. Bata no liquidificador. Corrija sal e pimenta e sirva.
 

6.9.10

Vento Sul: Kartoffel-Puffa

 Kartoffel-Puffa
10 kg de batata
500g de manteiga
Sal e pimenta do reino
20g de nós moscada
5 potinhos de iogurte natural
1 maço de salsinha
1 maço de cebolinha
400g de tomate cereja
Preparo:
Descasque e rale as batatas em ralo grosso. Tempere com sal, pimenta e nós moscada. Pique a salsa e a cebolinha e leve para a batedeira. Numa frigideira coloque azeite de oliva e frite os montinhos de batata como panquecas. Sirva com o molho de iogurte, tomate cereja e folhas de salsinha

5.9.10

Vento Sul: Folhado de Maçã com Chantilly

Continuando com a série de receitas do projeto Vento Sul ocorrido na última Expotchê, mais uma receita de inspiração germano-brasileira do Chef Du Sedelmaier.

Folhado de maçã com chantilly
3 kg de massa folha da Arosa
250 ml de vinho do porto
50 g de panela em pau
1 kg de açúcar refinado
100 g de canela em pó
40 ml de essência de baunilha
1 l de creme de leite fresco
3 kg de maçã gala
500 g de limão

Preparo:
Descasque, corte em cubos grandes e cozinhe as maçãs com açúcar, suco de limão, canela em pau e vinho de porto. Deixe esfriar. Abra a massa e coloque as maçãs por cima. Leve ao forno em assadeiras antiaderentes. Bata o creme com açúcar e baunilha até obter o chantilly. Polvilhe açúcar e canela em pó sobre os folhados. Sirva ainda quentes com chantilly.

4.9.10

Vento Sul: Eisbein

 No dia 9 de junho, a convite do atelier de artes culinárias Senza Parole, o Chef Du Sedelmaier participou do projeto Vento Sul no espaço gastronômico da Expotchê, homenageando o Rio Grande do Sul com a cozinha germano-brasileira. Continuando nossa série das receitas da última Expotchê apresentamos o Einsbein, o joelho de porco defumado, bandeira da culinária Alemã.
Eisbein
5 joelhos de porco defumados
10g de folhas de louro
30g de tomilho fresco (1 maço)
30g de alecrim fresco (1 maço)
30g de zimbro em grãos
30g de pimenta do reino preta
1kg de cebola
5 kg de batatas
250g de alho
200g de manteiga
500 ml de azeite de oliva extra virgem
1 kg de sal grosso
5 latas de chucrute marca Hemmer (600g cada)
500g de mostarda escura holandesa (marca Hemmer)
1 cenoura
Preparo:
Cozinhe os joelhos com zimbro, pimentas inteiras, folhas de louro e cebola. Corte as batatas e leve ao forno com azeite, sal grosso, tomilho e alecrim por 40 minutos. Refogue a cebola, o alho o chucrute e deixe cozinhar por 10 minutos. Corrija sal e pimenta, acrescente a manteiga e desligue. Sirva o joelho com chucrute, as batatas e mostarda escura.

17.8.10

Reciclagem de óleo de cozinha



Adentramos o período eleitoral e com ele promessas, rostos corrigidos por plásticas e photoshop estampados a cada esquina junto com mesmo discurso permeado por propostas voltadas para o futuro e claro, em favor à natureza. O que realmente pode ser feito por nós a cada dia para contribuir com a diminuição da degradação do meio ambiente? Reflexão, ação, iniciativa, contribuição pessoal, são alguns pilares dessa ideia. A informação é fundamental para mudança de hábitos, economizar energia, fazer separação seletiva do lixo são algumas situações do dia a dia que podem exemplificar esse engajamento por um mundo melhor.

Mas vamos ao tema principal. Sabe-se que o óleo de cozinha usado é o responsável por parte da poluição das águas e assim como o colesterol entope as artérias humanas, numa casa ou cidade acontece algo relativamente parecido. O óleo descartado nas pias gera o entupimento da rede e como agravante, serve de alimento para ratos e baratas.

São muitos os benefícios na reciclagem do óleo. Pode ser utilizado para preparo de sabão em cooperativas ou mesmo de modo caseiro. Evita entupimento na rede de esgoto. Pode ser convertido em biocombustível reduzindo a importação de óleo diesel. E finalmente é uma oportunidade para abertura de postos de trabalho, coletado porta a porta e revendido por um preço médio de R$ 0,90 o litro.

Aqui no Distrito Federal os supermercados da rede EXTRA possuem nos estacionamentos as estações de reciclagem que além de receber metais, vidros, recebem o óleo de cozinha usado.